Mitos e verdades sobre quando e como usar a saída de emergência
28 de setembro de 2018 / Postado por admin
Após o desastre de 11 de setembro, a segurança contra incêndios tornou-se uma preocupação central entre os empresários e síndicos de prédios comerciais.
Muitas são as normas de segurança que devem ser seguidas, entre elas podemos citar que a saída de emergência deve conduzir o mais rapidamente possível a um local seguro.
Embora a preocupação contra acidentes seja uma constante, existem muitos mitos sobre como usar a saída de emergência. Vamos examinar cinco mitos mais proeminentes sobre o assunto no post de hoje! Acompanhe!
1- Não existe normatização para usar a saída de emergência
Mito. A norma ABNT NBR 14880/2014 especifica como manter corredores e escadas livres da fumaça por meio da pressurização. Além disso, a norma estabelece parâmetros básicos, que devem ser seguidos em projetos de prédios comerciais e residenciais.
2- Todas as portas corta-fogo são iguais
Mito. As portas corta-fogo recebem uma classificação que varia de acordo com a sua resistência ao fogo. Essas portas geralmente são feitas de uma combinação de vidro, gesso, aço, madeira e alumínio e são projetadas para resistirem ao fogo enquanto estão fechadas.
Qualquer espaço entre a parede e a porta deve ser preenchido com um selante resistente ao fogo para evitar que a fumaça ou gases tóxicos escapem.
3- A porta corta-fogo pode se abrir em qualquer direção
Mito. A porta corta-fogo deve abrir no sentido das rotas de fuga e possui largura mínima de 0,80m de vão de passagem. No entanto, quando a capacidade de público for menor que 50 pessoas, admite-se abertura oposta ao sentido de fuga.
4- A porta corta-fogo deve proteger ambientais contíguos
Verdade. Conforme a norma ABNT NBR 6479, a porta corta-fogo deve possuir alta capacidade de proteger ambientes contíguos contra o escape de gases tóxicos, fumaça e chamas. Além disso, a porta precisa manter a sua resistência mecânica por um período de tempo que possibilite a evacuação segura dos ocupantes do prédio. Uma porta corta-fogo deve possuir as seguintes características:
Resistência mecânica
Uma porta corta-fogo precisa manter a sua integridade estrutural sob ação da fumaça, do calor e do fogo.
Isolação térmica
A porta corta-fogo de uma saída de emergência não deve transmitir calor e nem se dilatar durante um incêndio.
Estanqueidade
É a capacidade da porta corta-fogo de não permitir a passagem de fumaça, gases tóxicos e do fogo de uma sala para outra.
Vedação de chamas
Uma porta corta-fogo deve impossibilitar que o fogo atravesse de um cômodo ao outro.
Vedação de gases
Uma porta corta-fogo deve impossibilitar a passagem de gases quentes ou tóxicos.
Prova de fumaça
A porta corta-fogo deve impedir que a fumaça atravesse espaços contíguos, mesmo em temperaturas normais.
5- As portas para saídas de emergência devem ser trancadas
Mito. As portas para saída de emergência não devem ser trancadas a chave no sentido de evacuação. Existem para estas situações uma fechadura mecânica específica que permite que não se abra a porta no sentido oposto ao da rota de fuga, mas mantem a porta sempre livre para a saída de emergência. Caso a saída de emergência também seja usada como porta de circulação, tenha algum tipo de controle de acesso ou bloqueio das folhas mantendo-as abertas deve ser equipada com sistema de detecção automático de incêndio ou com um sistema de alarme de incêndio (caixa quebra vidros).
Também é preciso saber como agir em caso de incêndios:
– Abandone suas bolsa ou mochilas: as alças podem se prender em maçanetas e corrimãos e atrapalhar a sua fuga do local do incêndio;
– Caso esteja longe da saída, molhe seu corpo antes de seguir para a saída de emergência;
– Ligue imediatamente para o corpo de bombeiros (193) e acione o alarme de incêndio;
– Proteja o nariz e a boca da fumaça com uma camisa ou com um pedaço de pano;
– Caso seja preciso abrir uma porta, use um pano molhado para proteger as mãos;
– Se estiver de salto alto, retire o sapato e o deixe longe da rota de fuga;
– Siga sempre a sinalização que aponta para a saída de emergência;
– Use as escadas e nunca os elevadores.
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